quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Á distância de um clic

Devido a Hugh Fearnley-Whittingstall,  um jornalista inglês, que fez um documentário para o canal Channel 4, focado na questão das devoluções de peixe ao mar, surgiu um movimento designado por Hugh’s Fish Fight. 

Assim, Hugh’s Fish Fight evoluiu para uma petição online apelando ao fim das devoluções, que é apoiada por uma ampla coligação de Organizações Não-Governamentais (ONGs) ambientais e também por um número crescente de pescadores, grupos industriais e responsáveis políticos. Actualmente, cerca de metade dos peixes pescados no Mar do Norte são deitados de novo ao mar, mortos. Tudo devido às directivas da União Europeia.

Destinada a proteger o stock de peixe nas águas europeias, o sistema de quotas (integrado na Política Comum das Pescas da UE) exige que os pescadores só possam trazer para terra uma quantidade específica de cada espécie. No caso de ultrapassarem essa quota, serão multados ou arriscam-se a perder os seus barcos.

O problema é que os pescadores não conseguem controlar as espécies que apanham, vendo-se obrigados a deitar fora aquelas que não estão autorizados a trazer para terra. Muitas toneladas de peixe, já morto, são devolvidas ao mar - os chamados discards, ou despejos.

Porque os despejos não são monitorizados, é difícil saber ao certo a quantidade de peixe descartado. A União Europeia estima que são descartados 40 a 60% do total do pescado, no Mar do Norte - situado entre as costas da Noruega e da Dinamarca ao leste, a costa da Grã-Bretanha ao oeste e a Alemanha, Países Baixos, Bélgica e França ao sul.

Convém pensar não só no impacto ambiental este problema provoca, mas também nas milhares de pessoas que morrem à fome diariamente, noutros pontos do planeta.

A conclusão é simples: o sistema de quotas de pesca, tal como está definido actualmente, não é sustentável e as redes ou os sistemas de pesca adotado não são os mais adequados.

Ainda mais importante, a campanha já começou a gerar grandes agitações na Europa. Em Março de 2011, a Comissária da UE Maria Damanaki organizou uma “reunião extraordinária em Bruxelas” e propôs uma integração faseada de uma proibição das devoluções do peixe.

O Reino Unido, Dinamarca, França e Alemanha assinaram rapidamente uma declaração de apoio a isto e comprometendo-se com uma ambiciosa reforma contida da Política Comum das Pescas.
 
Por isso quem tiver consciência ambiental e mais do que isso, sabe que o peixe não é um recurso inesgotável assine a petição online em http://www.fishfightpt.com/  para ajudar a mudar o curso dos acontecimentos. Vamos ver se conseguimos fazer a diferença!!! Boa??? Eu já fiz a minha parte!!!

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